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Mostrando postagens de maio, 2010

O DERPERTAR DE HAROLDO BLOOMFELD

VII Mais um dia se passou... Um domingo, se não me engano, não sei se ensolarado ou nublado, apesar de que da janela da saleta onde eu tentava dormir, enganar o estômago, pudesse vislumbrar algo como um panorama não muito enevoado, ainda que a claridade-sombra se alterasse de tempos em tempos, talvez, um suposto brilho tivesse me ofuscado pela manhã, quando o sol refletira-se nas esquadrias de alumínio da sala defronte, separada apenas por um fosso inútil, cheio de restos de comida petrificados e palitos de fósforos usados, mas eu não tinha certeza porque estava meio desnorteado com a noite mal dormida, o torcicolo atroz, a barba crescida espetando o rosto, e a barriga vazia roncando, desesperada pela falta de um alimento para esta alma penada e fosca. Talvez estivesse sol lá fora sim, porém o pior de tudo era esta incerteza... Havia alguns séculos ela convivia conosco. Eu não podia sair dali... Encarcerado como um prisioneiro, mas ainda assim eu achava que o mundo exterior ...