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HORROR NAS ESTRELAS, CAPÍTULO I.


UM ESQUIFE DE AMALDIÇOADOS VAGUEIA PELA GALÁXIA...

 

    A escuridão quase total do fundo da galáxia só era quebrada pelo brilho de certas estrelas longínquas que apareciam borradas, fora de foco, como numa imensa tela de um artista experimental.

        Entretanto, a matéria dispersa por aquele tecido espacial conhecido como vácuo, acabara de ser invadida por um corpo estranho, vagueando aparentemente sem rumo e sem direção definida...

        O que era absolutamente proposital.

        Ninguém estava vivo ali.

        Isto era pura especulação, como se veria mais tarde...

        Primeiramente era necessário identificar-se o objeto...      O corpo estranho em questão o que era? Uma espaçonave?

        Bem, então admitamos que fosse...

        O que estaria fazendo esta espaçonave naquele ponto desconhecido da galáxia?

        Como resolver todas as incógnitas propostas?

        A forma do objeto desconhecido lembrava um caixão, na sua forma trapezoidal, ou seja, mais largo numa das extremidades, e mais estreito na outra, e que apresentava uma cor de chumbo forte, bem maltratada pelas intempéries espaciais, o que não era pouco!

        Uma vez tendo forçado nossa imaginação no sentido de uma forma que nos deixasse bem à vontade, diríamos que aquele objeto – uma espaçonave, talvez, admitamos então – lembrava, e muito, um esquife voador, ou, se todos concordam, um EVNI – Esquive Voador Não Identificado...

        Acho que assim a conclusão acerca da “coisa” fica estabelecida.

        A espaçonave com cara de esquive voador seguia sua trilha rumo ao desconhecido...

        Quantas e quantas civilizações inteligentes ele havia se encontrado no espaço sideral?...

        Isto lembrava outra incógnita ainda não explicitada, qual seja por quanto tempo esta nave, tipo esquife voador, estaria vagando pelo tecido espacial intocado, se intocado fora?

        Não sabemos.

        Como não sabemos também a natureza dos seus ocupantes, se ocupantes havia...

        Mas qual o significado de se enviar uma espaçonave ao espaço sem que houvesse ocupantes inteligentes para manobrá-la? E, além disto, caso ocupantes inteligentes realmente haja, qual seria o intuito de uma viagem tão longa no Cosmos?

        E a questão máter dentre todas: qual é o povo que se aventuraria numa odisséia rumo ao desconhecido?

        Veremos...

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