Conta uma antiga lenda medieval, do tempo que os condotieri eram os senhores da guerra na Europa...
Os Condotieri eram militares mercenários que lutavam por aqueles que os pagavam. Um belo dia, um alto prelado da igreja convocou um desses militares e mandou que ele reunisse um pequeno exército, a fim de exterminar todo o povoado de uma pequena vila, simplesmente alegando que aqueles vilões haviam descumprido as ordens de Deus e por isso mereciam ser extirpados da face da Terra.
O condotieri, então, a frente de seus soldados, armaduras reluzentes, espadas afiadas, quando viu o nome da vila que ele deveria passar a fio de espada, tremeu...
O lugar que deveria ser riscado do mapa, simplesmente porque "Deus" quis assim, era a mesma vila que ele havia nascido, e onde muitos dos seus parentes ainda viviam. Compadecido da sorte que sofreriam aqueles seus camaradas de outrora, o condotieri aproximou-se do prelado, e com toda a humildade que podia demonstrar, perguntou-lhe:
"Eminência, poderia explicar-me o motivo de tal justiça?"
"O povo desta vila cometeu um pecado mortal aos olhos de Deus, meu filho" - retrucou o prelado, no alto de todo o seu orgulho sapiencial - "e merece ser punido"...
"Perdão, Eminência. Eu conheço o povo do lugar, pois nasci ali. Qual pecado que este povo humilde, trabalhador, temente a Deus, pode ter cometido que mereça tal sentença...?"
"Muitas vezes o lobo se reveste de cordeiro"...
"Que sei eu"... - atalhou o condotieri, olhando fixamente o prelado do Papa.
"No seio daquele povoado, vive o mais cruel dos inimigos de Deus, e nenhum dos vilões há-de o entregar, pois estão dominados por ele"...
"Permita-me, então, Eminência, descer sozinho à vila do meu nascimento, e se houver um só desses inimigos eu mesmo o trarei sob ferros"...
"Não, meu filho. As ordens do Papa são claras: nenhum filho de Satanás deve permanecer vivo, e nenhuma casa em pecado deve permanecer em seus alicerces."
"Mas este é um destino cruel para um povo que eu costumava amar!"
"Os desígnios divinos são inescrutáveis, meu filho... Tu deves partir para tua missão com a certeza de que Deus te conduzirá"...
E dizendo isto, o prelado da igreja recolheu-se a sua barraca magnífica.
Os Condotieri eram militares mercenários que lutavam por aqueles que os pagavam. Um belo dia, um alto prelado da igreja convocou um desses militares e mandou que ele reunisse um pequeno exército, a fim de exterminar todo o povoado de uma pequena vila, simplesmente alegando que aqueles vilões haviam descumprido as ordens de Deus e por isso mereciam ser extirpados da face da Terra.
O lugar que deveria ser riscado do mapa, simplesmente porque "Deus" quis assim, era a mesma vila que ele havia nascido, e onde muitos dos seus parentes ainda viviam. Compadecido da sorte que sofreriam aqueles seus camaradas de outrora, o condotieri aproximou-se do prelado, e com toda a humildade que podia demonstrar, perguntou-lhe:
"O povo desta vila cometeu um pecado mortal aos olhos de Deus, meu filho" - retrucou o prelado, no alto de todo o seu orgulho sapiencial - "e merece ser punido"...
"Perdão, Eminência. Eu conheço o povo do lugar, pois nasci ali. Qual pecado que este povo humilde, trabalhador, temente a Deus, pode ter cometido que mereça tal sentença...?"
"Muitas vezes o lobo se reveste de cordeiro"...
"Que sei eu"... - atalhou o condotieri, olhando fixamente o prelado do Papa.
"No seio daquele povoado, vive o mais cruel dos inimigos de Deus, e nenhum dos vilões há-de o entregar, pois estão dominados por ele"...
"Permita-me, então, Eminência, descer sozinho à vila do meu nascimento, e se houver um só desses inimigos eu mesmo o trarei sob ferros"...
"Não, meu filho. As ordens do Papa são claras: nenhum filho de Satanás deve permanecer vivo, e nenhuma casa em pecado deve permanecer em seus alicerces."
"Mas este é um destino cruel para um povo que eu costumava amar!"
"Os desígnios divinos são inescrutáveis, meu filho... Tu deves partir para tua missão com a certeza de que Deus te conduzirá"...
E dizendo isto, o prelado da igreja recolheu-se a sua barraca magnífica.
Com o coração sangrando de dor, mas com a mente cega pelo dever, o condotieri conduziu o seu exército para arrasar o vilarejo...
Esta história encerra duas morais: a primeira é que a sua ação pode ser a mais pusilânime possível, mas se algum miserável usar o nome de Deus, qualquer justificativa em contrário, por mais sensata que seja, perde o valor. A segunda é que um soldado não é uma entidade descerebrada, ele consegue refletir no que é certo e no que é errado, mas a crença infundada de que uma ordem "superior" deve ser seguida sem contestação, pode transformar um ser humano numa máquina imbecil...
Pense antes de cumprir uma determinada ordem.
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
Comentários
Postar um comentário