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Mostrando postagens de junho, 2010
IX Arranjei... Naturalmente. Ocorre que o problema não era este... Virtualmente... Não se pode falar de advogados... Existe uma plêiade deles por aí... Muito provavelmente Cláudia já havia entrado em contato com o meu... Porém, é óbvio que o problema todo não dizia respeito a meia dúzia de advogados... Que existisse uma grosa, admitamos... Entretanto, potencialmente falando, filosoficamente dissertando sobre um tema que tece páginas e mais páginas a favor ou contra a instituição mais pacata que se tem notícia, não a mais desafortunada, com toda a certeza, o problema, definitivamente, não se resumia a isto... Realmente. Havia como que uma balbúrdia atrás de mim, vinda de fora, algum lugar; um burburinho incessante, um zunzum anárquico, com muitas vozes falando ao mesmo tempo. Vozes humanas, desordenadas... Mas o que era isto? Ninguém sabia. O delegado não estava. Quase era certo afirmar. No entanto havia alguém... Que conhecia o segredo de tantas voz...

O DERPERTAR DE HAROLDO BLOOMFELD - CONTINUAÇÃO

VIII Eram cerca de dez horas da manhã daquele mesmo domingo quando o Juiz de Direito entrou na delegacia acompanhado do delegado titular, o mesmo com cara de urubu... Nós três nos reunimos na sala do delegado... Sala trancada. O Juiz me encarava com aquela expressão de quem havia acabado de se sujar com merda... Eu estava tão cansado, enfastiado, faminto, que nem me dei ao luxo de ter qualquer reação de medo ou ameaça iminente... Não pensava nem em Cláudia nem nas crianças... O meu trabalho... Nem parecia que eu tivera um algum dia... Era tudo tão absurdo... Não havia nexo nesta realidade banal... Aliás, não era por acaso que os hindus a denominavam Maya. Ilusão. O delegado começou, inquirindo-me: – Você sabe porque o Juiz de Direito veio aqui hoje, não sabe, Bloomfeld? Eu não tinha a mais remota idéia. – Ele veio, Bloomfeld, porque deseja entrar num acordo com o senhor... Um acordo? Que espécie de acordo um homem como ele, que tinha o céu e a terra nas...