XII Enfim... Um dia eu topei com o Juiz de Direito mais uma vez... Talvez no dia do julgamento talvez... Eu já sabia que nada seria como antes neste mundo de Abrantes. Depois de reler Joyce pela quarta vez, amadurecido enfim... Eu comecei entender que as palavras estão na verdade soltas no ar... Na mente... E portanto no espaço sideral... Sem amarras... E como irei descrever este final apocalíptico? É muito simples... Eu havia perdido até a fome, uma coisa que não sói acontecer com muita freqüência... Nem mesmo encerrado naquela saleta desgraçadamente. Aliás eu já havia saído daquele ambiente de purgatório maldito; só mesmo na mente de alguns estúpidos sacerdotes católicos inventar tal parada! Defrontei-me finalmente com o Juiz de Direito... O embate final antes do Juízo... Ele virou-se para mim, a cara mais lavada do mundo e me disse: – Quem você pensa que é afinal, Bloomfeld? Isso eu me lembro bem. – Eu? – volvi, surpreso como responder. – Eu ...
A literatura livre de amarras