Ele era um grande capitalista, que vendia a própria mãe se isto fosse gerar algum lucro para seus bolsos, mas que trabalhava demais, há vários anos, sem umas míseras férias, coisa que seu médico vinha desaconselhando veementemente como fatal se ele não se dispusesse a descansar uns dias longe de tudo que cheirasse a negócios...
Então ele resolver tirar quinze dias de férias na Amazônia, longe de tudo e todos, exatamente como prescrevera o médico...
Estre grande empresário foi parar numa dessas cidadezinhas no extremo norte, onde a civilização moderna ainda não punha seus pés industriais...
Lá ele teve a oportunidade de conhecer um caboclo, desses que tira tudo da natureza somente para sobreviver, vivendo em sintonia com ela, exatamente como seus ancestrais lhe ensinaram...
Quando indagado a respeito do seu dia-a-dia, o caboclo não hesitou em revelar ao grande empresário que sua vida consistia em pescar para alimentar a ele e a sua família, às vezes trocando o produto do seu trabalho com outros ribeirinhos que tinham outras mercadorias para oferecer em contrapartida, e assim ia tocando sua vidinha simples...
E para sua diversão, o que costumava fazer o caboclo?
Além da filharada que possuía, cinco filhos, com a esposa grávida do sexto, o simpático habitante das margens do Amazonas, que fora contratado pelo grande empresário para mostrar a ele a enormidade daquela paisagem natural, disse que costumava se reunir com alguns amigos numa biboca no fim do dia para tomar uns tragos, trocar uma prosa e esperar pelo fim do dia, quando reiniciaria sua rotina de andar de barco, pescar, olhar as antas pastando, as onças caçando, as piranhas flagelando os incautos animais que por acaso atravessavam seu caminho, e alguns índios amistosos que circulavam neste universo peculiar do Norte do Brasil...
Foi aí que o grande empresário teve uma grande ideia! Porque ele, o simpático caboclo, não comprava uma lancha mais veloz...?
A uma singela pergunta do porque ele faria isso, o sagaz empresário orientou o ribeirinho que com uma lancha mais veloz, ele poderia percorrer com mais facilidade os caminhos dos peixes, pescar em grande quantidade significava vender sua produção para os restaurantes chiques da capital e melhorar a qualidade de vida da sua família...
Quando o caboclo inquiriu o empresário sobre o porque de fazer aquilo, o capitalista prontamente retrucou que sendo assim, o morador das ribeiras do rio Amazonas, teria mais tempo para estar com sua família, para continuar a desfrutar da calma destas paragens belíssimas e a encontrar seus amigos sem mais nenhuma preocupação...
Foi quando o caboclo replicou dizendo que já possuía tudo isso, porque é que ele iria esforçar-se para conquistar tantas coisas se o tesouro que o grande homem disse que a fortuna lhe traria estava ali, ao alcance de suas singelas mãos...?
Mas aí o grande empresário, encafifado com a simplicidade um tanto conformista daquele homem pobre, sem recursos, que não conhecia as boas coisas da vida, fez-lhe a pergunta fatal...
"Mas o senhor não gostaria de ter uma vida assim como a minha, que viajo o mundo inteiro, dou boa educação aos meus filhos e posso comprar as melhores coisas que o dinheiro pode dar-me...?"
À princípio o caboclo pareceu não compreender direito que tipo de benefício aquele homem queria proporcionar-lhe, porém sua resposta deixou o grande homem de negócios embasbacado...
"Sabe, seu Dotô, na televisão nós vemos um montão de coisas bonitas que tem nas cidades grandes, todo mundo elegante coisa e tal, umas lanchas que mais parecem uns navios se comparadas com essa canoa que a gente tá passeando pelo Amazonas, mas lá as pessoas são infelizes..."
"Mas como são infelizes se nós temos o mundo aos nossos pés...?!"
"Quando esse pessoal do Sul vem aqui e começa a conversar com a gente, exatamente como o senhor está fazendo agora, a gente compreende que na verdade eles não têm nada. Não podem trocar a felicidade por todas essas coisas bonitas, porque aqui elas tem muito pouco valor pra gente. A paz, seu Dotô, esta vem de dentro, e nem todo a dinheirama do mundo pode comprar..."
O grande empresário capitalista ficou calado o resto da viagem pelo Amazonas...
Ele se esforçara a vida inteira para ter o padrão de vida que possuía agora, e comparada
à vida daquele caboclo da Amazônia, não havia fortuna no mundo que pudesse trazer a tão ansiada felicidade que ele desfrutava simplesmente sem ter um terço daquilo que ele acumulara...
Então ele resolver tirar quinze dias de férias na Amazônia, longe de tudo e todos, exatamente como prescrevera o médico...
Estre grande empresário foi parar numa dessas cidadezinhas no extremo norte, onde a civilização moderna ainda não punha seus pés industriais...
Lá ele teve a oportunidade de conhecer um caboclo, desses que tira tudo da natureza somente para sobreviver, vivendo em sintonia com ela, exatamente como seus ancestrais lhe ensinaram...
Quando indagado a respeito do seu dia-a-dia, o caboclo não hesitou em revelar ao grande empresário que sua vida consistia em pescar para alimentar a ele e a sua família, às vezes trocando o produto do seu trabalho com outros ribeirinhos que tinham outras mercadorias para oferecer em contrapartida, e assim ia tocando sua vidinha simples...
E para sua diversão, o que costumava fazer o caboclo?
Além da filharada que possuía, cinco filhos, com a esposa grávida do sexto, o simpático habitante das margens do Amazonas, que fora contratado pelo grande empresário para mostrar a ele a enormidade daquela paisagem natural, disse que costumava se reunir com alguns amigos numa biboca no fim do dia para tomar uns tragos, trocar uma prosa e esperar pelo fim do dia, quando reiniciaria sua rotina de andar de barco, pescar, olhar as antas pastando, as onças caçando, as piranhas flagelando os incautos animais que por acaso atravessavam seu caminho, e alguns índios amistosos que circulavam neste universo peculiar do Norte do Brasil...
Foi aí que o grande empresário teve uma grande ideia! Porque ele, o simpático caboclo, não comprava uma lancha mais veloz...?
A uma singela pergunta do porque ele faria isso, o sagaz empresário orientou o ribeirinho que com uma lancha mais veloz, ele poderia percorrer com mais facilidade os caminhos dos peixes, pescar em grande quantidade significava vender sua produção para os restaurantes chiques da capital e melhorar a qualidade de vida da sua família...
Quando o caboclo inquiriu o empresário sobre o porque de fazer aquilo, o capitalista prontamente retrucou que sendo assim, o morador das ribeiras do rio Amazonas, teria mais tempo para estar com sua família, para continuar a desfrutar da calma destas paragens belíssimas e a encontrar seus amigos sem mais nenhuma preocupação...
Foi quando o caboclo replicou dizendo que já possuía tudo isso, porque é que ele iria esforçar-se para conquistar tantas coisas se o tesouro que o grande homem disse que a fortuna lhe traria estava ali, ao alcance de suas singelas mãos...?
Mas aí o grande empresário, encafifado com a simplicidade um tanto conformista daquele homem pobre, sem recursos, que não conhecia as boas coisas da vida, fez-lhe a pergunta fatal...
"Mas o senhor não gostaria de ter uma vida assim como a minha, que viajo o mundo inteiro, dou boa educação aos meus filhos e posso comprar as melhores coisas que o dinheiro pode dar-me...?"
À princípio o caboclo pareceu não compreender direito que tipo de benefício aquele homem queria proporcionar-lhe, porém sua resposta deixou o grande homem de negócios embasbacado...
"Sabe, seu Dotô, na televisão nós vemos um montão de coisas bonitas que tem nas cidades grandes, todo mundo elegante coisa e tal, umas lanchas que mais parecem uns navios se comparadas com essa canoa que a gente tá passeando pelo Amazonas, mas lá as pessoas são infelizes..."
"Mas como são infelizes se nós temos o mundo aos nossos pés...?!"
"Quando esse pessoal do Sul vem aqui e começa a conversar com a gente, exatamente como o senhor está fazendo agora, a gente compreende que na verdade eles não têm nada. Não podem trocar a felicidade por todas essas coisas bonitas, porque aqui elas tem muito pouco valor pra gente. A paz, seu Dotô, esta vem de dentro, e nem todo a dinheirama do mundo pode comprar..."
O grande empresário capitalista ficou calado o resto da viagem pelo Amazonas...
Ele se esforçara a vida inteira para ter o padrão de vida que possuía agora, e comparada
à vida daquele caboclo da Amazônia, não havia fortuna no mundo que pudesse trazer a tão ansiada felicidade que ele desfrutava simplesmente sem ter um terço daquilo que ele acumulara...
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