Certo dia, na minha adolescência já longínqua, eu dormia tranquilamente em meu quarto, numa manhã absolutamente normal; acho até que ensolarada. Não me recordo agora a estação do ano, mas não importa, e tanto era um dia corriqueiro, que nada mais ficou na minha memória além deste incidente, que eu passo a descrever agora com um intuito educativo...
O meu quarto ficava na frente da casa. Apenas uma parede me separava da rua sombria e alegre, que sempre fora uma ameaça, presente e ausente, em minha vida, neste Rio de Janeiro eternamente injustiçado pela imoral política financeira mundial...
Era cedo ainda, tipo sete ou oito horas da manhã (para mim, naquela época, esta hora era sempre de madrugada!). Uma voz tonitruante sacudiu os meus ouvidos, e de boa parte da rua naquele dia. Eu, que ainda sonhava com carneirinhos branquinhos como as nuvens brancas de algodão não consegui dormir mais...
- Fogo! - gritava o insistente e desesperado cidadão. -Tá pegando fogo!
E aquela voz desesperada continuou a anunciar o Apocalipse sem que ninguém percebesse...
- Fogo! Tá pegando fogo, gente! Não acredita não, é...?!
Eu fui um dos primeiros a sair do meu conforto para atender os apelos angustiados daquele homem...
Tratava-se de um simples trabalhador no seu caminho solitário para a labuta sofrida de mais um dia, e, de fato, constatei o que ele dizia, porque apontava insistentemente na direção de um apartamento de fundos, num prédio de uma rua atrás da minha, as chamas saindo altas de uma das janelas de um dos quartos do tal edifício...
A história em si acaba aqui, e sabem qual é a moral...?
Eu me sinto meio que como este trabalhador simplório, que vê o fogo e ninguém acredita nele...
Só que no caso desta minha crônica, totalmente verdadeira, aliás, ele conseguiu convencer e mostrar às pessoas que um incêndio destruía aquele apartamento, e graças a sua ação solidária conseguiu-se salvar o prédio a tempo...
Eu também tento avisar às pessoas sobre o perigoso incêndio que está acontecendo, e nem sou o único, como o sujeito da minha crônica, mas ninguém quer escutar os meus apelos, ou seja, deixa incendiar o edifício todo!
O meu quarto ficava na frente da casa. Apenas uma parede me separava da rua sombria e alegre, que sempre fora uma ameaça, presente e ausente, em minha vida, neste Rio de Janeiro eternamente injustiçado pela imoral política financeira mundial...
Era cedo ainda, tipo sete ou oito horas da manhã (para mim, naquela época, esta hora era sempre de madrugada!). Uma voz tonitruante sacudiu os meus ouvidos, e de boa parte da rua naquele dia. Eu, que ainda sonhava com carneirinhos branquinhos como as nuvens brancas de algodão não consegui dormir mais...
- Fogo! - gritava o insistente e desesperado cidadão. -Tá pegando fogo!
E aquela voz desesperada continuou a anunciar o Apocalipse sem que ninguém percebesse...
- Fogo! Tá pegando fogo, gente! Não acredita não, é...?!
Eu fui um dos primeiros a sair do meu conforto para atender os apelos angustiados daquele homem...
Tratava-se de um simples trabalhador no seu caminho solitário para a labuta sofrida de mais um dia, e, de fato, constatei o que ele dizia, porque apontava insistentemente na direção de um apartamento de fundos, num prédio de uma rua atrás da minha, as chamas saindo altas de uma das janelas de um dos quartos do tal edifício...
A história em si acaba aqui, e sabem qual é a moral...?
Eu me sinto meio que como este trabalhador simplório, que vê o fogo e ninguém acredita nele...
Só que no caso desta minha crônica, totalmente verdadeira, aliás, ele conseguiu convencer e mostrar às pessoas que um incêndio destruía aquele apartamento, e graças a sua ação solidária conseguiu-se salvar o prédio a tempo...
Eu também tento avisar às pessoas sobre o perigoso incêndio que está acontecendo, e nem sou o único, como o sujeito da minha crônica, mas ninguém quer escutar os meus apelos, ou seja, deixa incendiar o edifício todo!
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