Tão logo descobriu a verdade, o menino saiu pelo mundo a contar a todos o que descobrira: "tudo é um".
As pessoas olhavam para ele com expressões de desconfiança; alguns até com ódio; outros com total indiferença. Havia até aqueles que riam-se daquele pobre menino doidinho, a falar bobagens pelo bairro inteiro, pois ele logo ficaria conhecido como "o menino doido".
E havia também aqueles que o contemplavam com alguma compaixão, mas sem compreenderem o fundo da questão, e sem perderem tempo para refletir a respeito daquilo que ele dizia, afagavam os seus cabelos e o deixavam ir repetindo sem cessar: "tudo é uma coisa só! Não há diferença entre nós, entre nações, os animais, as coisas e toda a natureza. Tudo é um!"
E "o menino doido" continuou a proclamar a sua verdade por aí...
Às vezes era pego conversando com os gatos, os cachorros e os pombos, mas a eles o menino não dizia muito, limitava-se mais a observá-los e os acarinhava quando podia. Certa vez, algum debochado ignorante, ao ver o menino doido em silêncio junto aos animais, atirou esta: " E aí, doidinho, não consegue convencer nem os bichos...?"
E o menino apenas murmurou: "Não é preciso. Eles já sabem de tudo".
E o menino continuou a espalhar a boa nova, até que nem os próprios familiares não o aguentaram mais, então ele foi internado junto com outras crianças que sofriam de doenças mentais...
Desta feita ele foi ouvido: "todos nós somos uma coisa só; não importa que o mundo pense que somos loucos, porque o mundo não existe, tampouco os loucos; a única coisa que representa a realidade infinita e intangível não são palavras vãs, muito menos conceitos abstratos que levam os verdadeiros loucos ao assassinato!A única coisa que significa tudo isto que nos envolve é a própria certeza de sermos parte de algo muito maior, e isto nos basta por ora...
Todos bateram palmas entusiasmados; alguns uivaram de prazer e compreensão; outros sorriram indiscriminadamente, gargalhando e se divertindo, mas todos, sem exceção, pareciam ter entendido...
Moral da história: é mais fácil convencer os loucos do que os "sãos".
As pessoas olhavam para ele com expressões de desconfiança; alguns até com ódio; outros com total indiferença. Havia até aqueles que riam-se daquele pobre menino doidinho, a falar bobagens pelo bairro inteiro, pois ele logo ficaria conhecido como "o menino doido".
E havia também aqueles que o contemplavam com alguma compaixão, mas sem compreenderem o fundo da questão, e sem perderem tempo para refletir a respeito daquilo que ele dizia, afagavam os seus cabelos e o deixavam ir repetindo sem cessar: "tudo é uma coisa só! Não há diferença entre nós, entre nações, os animais, as coisas e toda a natureza. Tudo é um!"
E "o menino doido" continuou a proclamar a sua verdade por aí...
Às vezes era pego conversando com os gatos, os cachorros e os pombos, mas a eles o menino não dizia muito, limitava-se mais a observá-los e os acarinhava quando podia. Certa vez, algum debochado ignorante, ao ver o menino doido em silêncio junto aos animais, atirou esta: " E aí, doidinho, não consegue convencer nem os bichos...?"
E o menino apenas murmurou: "Não é preciso. Eles já sabem de tudo".
E o menino continuou a espalhar a boa nova, até que nem os próprios familiares não o aguentaram mais, então ele foi internado junto com outras crianças que sofriam de doenças mentais...
Desta feita ele foi ouvido: "todos nós somos uma coisa só; não importa que o mundo pense que somos loucos, porque o mundo não existe, tampouco os loucos; a única coisa que representa a realidade infinita e intangível não são palavras vãs, muito menos conceitos abstratos que levam os verdadeiros loucos ao assassinato!A única coisa que significa tudo isto que nos envolve é a própria certeza de sermos parte de algo muito maior, e isto nos basta por ora...
Todos bateram palmas entusiasmados; alguns uivaram de prazer e compreensão; outros sorriram indiscriminadamente, gargalhando e se divertindo, mas todos, sem exceção, pareciam ter entendido...
Moral da história: é mais fácil convencer os loucos do que os "sãos".
Comentários
Postar um comentário